Os latino -americanos exigem retaliação sobre as tarifas de Trump

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Uma pesquisa recente do AtlasIntel com mais de 13.800 cidadãos em toda a Argentina, Brasil, Chile, Colômbia e México revela fissuras profundas nas respostas latino -americanas às tarifas propostas pelo ex -presidente dos EUA, Donald Trump.

Aproximadamente 40% dos entrevistados pedem medidas de retaliação contra bens dos EUA, enquanto outros pressionam por alianças com a China ou soluções diplomáticas. As descobertas destacam uma região dividida entre as demandas públicas por desafio econômico e o cauteloso pragmatismo dos líderes.

Três quartos de mexicanos, chilenos e colombianos vêem as tarifas de Trump-divulgou-se a expandir 2 de abril-como grandes ameaças às suas economias. Dois terços esperam consequências financeiras significativas. No México, 50%dos cidadãos favorecem a retaliação, espelhando o sentimento na Argentina (59%) e no Brasil (45%).

No entanto, líderes como o presidente mexicano Claudia Sheinbaum e Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, evitam contramedidas agressivas, priorizando as negociações sobre tarifas sobre aço e alumínio. Essa desconexão ressalta um ato de equilíbrio: os eleitores apaziguando enquanto evitam as guerras comerciais.

Os latino -americanos exigem retaliação sobre as tarifas de Trump, enquanto os líderes optam pela diplomacia. (Reprodução da Internet fotográfica)

O Brasil simboliza a divisão. Quarenta e cinco por cento de seus 4.659 cidadãos pesquisaram retaliação, enquanto uma participação igual prefere os laços aprofundados com rivais dos EUA. Quarenta e sete por cento expressam alta ansiedade sobre os impactos tarifários.

Navegando tensões comerciais com os EUA

Os argentinos mostram uma determinação mais nítida: 59% exigem tarefas mais altas sobre as importações americanas e 23% de suporte a freios nos investimentos dos EUA. O Chile e a Colômbia relatam medos semelhantes, com 75% dos entrevistados se preparam para a tensão econômica.

A pesquisa, realizada de 20 a 24 de março com um nível de confiança de 95%, expõe a frágil dependência da América Latina no comércio dos EUA. As tarifas ameaçam inflar custos de bens importados e insumos de fabricação, agravando a inflação regional.

A retaliação pode sair pela culatra, os economistas alertam, desencadeando medidas recíprocas e desestabilizando as economias dependentes de exportação. Paralelos históricos: A estratégia de Trump ecoa a Lei Tarifária de Smoot-Hawley de 1930, que aprofundou a Grande Depressão por meio de barreiras comerciais de tit-for-tat.

Apesar dos riscos, o apetite público por confronto cresce. Os entrevistados mexicanos, embora cautelosos com a dor econômica, criticam a restrição de Sheinbaum. Os líderes brasileiros enfrentam a igual pressão dos blocos pró-retaliação e pró-China.

A forte postura anti-tarifária da Argentina contrasta com sua história de emaranhados econômicos dos EUA. Os governos regionais agora pesam estabilidade a curto prazo contra a soberania de longo prazo.

A retaliação pode satisfazer uma base frustrada, mas corre o risco de alienar um parceiro comercial importante. A diplomacia oferece águas mais calmas, mas deixa as vulnerabilidades estruturais sem solução.

Com as tarifas do “Dia da Libertação” de Trump se aproximando, o dilema da América Latina afia: proteger os interesses domésticos ou navegar em um cenário comercial global fraturado. A escolha moldará a trajetória econômica da região por anos.