A produção industrial do Brasil cai 0,1% em fevereiro, marcando o quinto

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A produção industrial do Brasil caiu 0,1% em fevereiro, marcando o quinto mês consecutivo sem crescimento, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A contração desafiou as expectativas de uma recuperação modesta e destacou os desafios em andamento no cenário econômico do país. A queda mensal seguiu a estagnação em janeiro e três meses de contração no final de 2024.

Anualmente, a produção aumentou 1,5%, mas esse número ficou aquém das previsões para um crescimento de 2,1%. Apesar desses ganhos, o setor industrial do Brasil permanece 15,7% abaixo do pico registrado em maio de 2011, ressaltando questões estruturais de longo prazo.

As taxas de juros elevadas continuam a pesar muito na atividade industrial. O banco central do Brasil elevou recentemente a taxa seleção de referência para 14,25%, mantendo uma política monetária restritiva que visa controlar a inflação.

Esses altos custos de empréstimos diminuíram o investimento nos negócios e os gastos do consumidor, tendo um impulso econômico adicional. A depreciação da moeda também desempenhou um papel significativo na redução do crescimento industrial.

A produção industrial do Brasil cai 0,1% em fevereiro, marcando o quinto mês sem crescimento. (Reprodução da Internet fotográfica)

Lutas industriais do Brasil em meio à fraqueza da moeda

O real brasileiro mais fraco aumentou os custos de produção, principalmente para as indústrias dependentes de insumos importados. Enquanto isso, a inflação persistente – especialmente o aumento dos preços dos alimentos – corroeu o poder de compra doméstico, reduzindo a demanda por bens e serviços.

O declínio de fevereiro afetou vários setores, com produtos farmacêuticos experimentando a queda mais íngreme em 12,3%. Outros setores, incluindo produtos de madeira (-8,6%), máquinas (-2,7%) e móveis (-2,1%), também relataram perdas notáveis. A produção de bens duráveis ​​caiu 3,2%, refletindo a confiança e os gastos enfraquecidos do consumidor.

Em meio a declínios generalizados, algumas áreas mostraram resiliência. Os bens de capital e a produção de bens intermediários aumentaram 0,8%, sinalizando a estabilidade potencial nos segmentos orientados a investimentos da economia.

Os economistas prevêem desafios contínuos para o setor industrial do Brasil ao longo de 2025, à medida que as taxas de juros e a inflação elevadas persistem. Espera -se que a desaceleração gradual da atividade econômica diminua ainda mais o consumo das famílias e a expansão dos negócios.

A estagnação prolongada levanta preocupações sobre a trajetória econômica mais ampla do Brasil. Os formuladores de políticas enfrentam pressão crescente para equilibrar o controle da inflação com medidas que estimulam o crescimento industrial e restauram a confiança entre empresas e consumidores.