Os Estados Unidos revogaram o visto de Óscar Arias Sánchez, o ex -presidente da Costa Rica e o prêmio Nobel da Paz de 1987, sem explicação.
Arias, um proeminente defensor da paz e crítico das políticas dos EUA, prometeu continuar falando livremente, apesar do que ele considera uma tentativa de silenciá -lo.
Arias revelou o cancelamento do visto através de uma breve comunicação das autoridades dos EUA, que não forneceu razões específicas para a decisão. Esta ação segue um padrão de revocações de visto direcionadas aos funcionários da Costa Rica crítica às políticas dos EUA.
Arias expressou surpresa com a medida, observando sua história de décadas de compartilhar abertamente suas opiniões sobre questões globais. Durante sua primeira presidência (1986-1990), Arias se opôs ao apoio militar dos EUA aos Contras da Nicarágua e propuseram um plano de paz para a América Central.
Seus esforços levaram ao Acordo de Paz Esquipulas II, conquistando -lhe reconhecimento internacional e o Prêmio Nobel da Paz. Ele cumpriu um segundo mandato de 2006 a 2010, durante o qual restabeleceu as relações diplomáticas entre a Costa Rica e a China em 2007.
Arias da Costa Rica critica a política externa dos EUA
Arias há muito criticam a política externa dos EUA, particularmente suas medidas de gastos militares e comércio protecionista. Ele destacou que os Estados Unidos gastam aproximadamente US $ 1 trilhão por ano em defesa – quatro vezes mais que a China – enquanto as necessidades humanitárias globais permanecem sem solução.
Ele questionou prioridades como investir em tecnologias militares avançadas, como o F-47 Fighter Jet, em vez de combater a pobreza ou melhorar a saúde global.
Além disso, ele também condenou o fechamento dos programas da USAID na América Latina, que anteriormente apoiavam iniciativas de desenvolvimento na região.
Arias argumentou que essas decisões minam o progresso e promovendo a desigualdade econômica e a instabilidade. Ele descreveu a abordagem de Washington à China como uma busca por um adversário, observando a unidade bipartidária em se opor a Pequim, em vez de enfrentar os desafios domésticos e internacionais prementes.
Arias enfatizou a necessidade da Costa Rica de manter a soberania em meio a tensões geopolíticas, defendendo processos de licitação transparentes abertos à concorrência global. Ele enfatizou que as decisões devem priorizar a qualidade e o valor sobre os alinhamentos políticos.
Apesar da revogação do visto, Arias continua comprometido em promover a paz e a transparência, desafiando os poderes globais a priorizar as necessidades humanitárias em relação à militarização. Sua posição ressalta preocupações mais amplas sobre as direções de política dos EUA e seu impacto global.