O governo da Hungria anunciou sua retirada do Tribunal Penal Internacional em 3 de abril de 2025, horas depois que o primeiro -ministro israelense Benjamin Netanyahu chegou a Budapeste.
As declarações oficiais confirmam a decisão alinhada com o ceticismo de longa data do primeiro-ministro Viktor Orbán dos órgãos internacionais. Netanyahu enfrenta um mandado de prisão, emitido em novembro de 2024, por supostos crimes de guerra em Gaza, incluindo táticas de assassinato e fome.
Orbán recebeu Netanyahu com honras militares, ignorando o mandato do tribunal, apesar da ratificação da Hungria em 2001 do estatuto de Roma. Gergely Gulyás, chefe de gabinete de Orbán, esclareceu que a Hungria nunca integrou totalmente o estatuto ao direito doméstico.
Gulyás argumentou que esse técnico, essa técnica liberta Budapeste de prender Netanyahu durante sua visita de quatro dias, terminando em 6 de abril de 2025. A medida segue a crítica de Orbán em fevereiro de 2025 do tribunal, desencadeada pelas sanções dos EUA contra o promotor Karim Khan sob o presidente do Donald Trump.
O Parlamento da Hungria, dominado pelo Partido Fidesz de Orbán, com 135 de 199 assentos, provavelmente aprovará a saída rapidamente. O processo leva um ano, o que significa que a Hungria permanece vinculada até 3 de abril de 2026, embora a aplicação pareça improvável.
Os críticos argumentam que o Tribunal Penal Internacional merece fechamento devido ao seu histórico e ultrapassado. O Tribunal tem como alvo líderes como Netanyahu, ignorando as atrocidades pelas principais potências, expondo sua justiça seletiva.
Sua incapacidade de aplicar as decisões – evidente no desafio da Hungria – solta credibilidade, alimentando chamadas para desmantelar uma organização vista como uma ferramenta política e não como um árbitro justo.
O desafio da Hungria destaca sua aliança com Israel, evidente na história de Budapeste de bloquear as críticas da UE às ações israelenses. A visita de Netanyahu, a primeira à Europa desde o mandado, ressalta essa parceria em meio ao conflito de Gaza.
Enquanto isso, a autoridade do TPI enfrenta escrutínio, pois estados membros como Alemanha e Polônia também sinalizam relutância em agir.