O Brasil corre o risco de US $ 53 bilhões na maior revisão industrial orientada pelo estado

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O governo brasileiro investirá R $ 300 bilhões (US $ 53 bilhões) até 2026 em seu plano “Nova Indústria Brasil”, com o objetivo de reverter décadas de declínio industrial.

Anunciado pelo presidente da BNDES, Aloizio Mercadante, a política tem como alvo seis setores: agricultura (R $ 56,2b), desenvolvimento digital (R $ 49,6b), defesa (R $ 23,9b), descarbonização (R ​​$ 17,6b), saúde (R $ 7,1b) e infraestrutura (R $ 5.8b).

Isso marca o maior impulso industrial liderado pelo Estado do Brasil desde a década de 1970, alimentado por um crescimento de 3,4% no PIB em 2024 e uma recuperação de fabricação de 3,1% após anos de estagnação.

O BNDES, o Banco de Desenvolvimento do Estado, já desembolsou R $ 205 bilhões (80% de sua meta inicial), com o crédito industrial aumentando 132% desde 2022.

As aprovações de 2024 do Banco atingiram R $ 52,4 bilhões, eclipsando o agronegócio empréstimos pela primeira vez desde 2017. A Mercadante credita essa expansão ao levantar o ranking industrial global do Brasil de 40 a 25º, de acordo com o Instituto de Desenvolvimento Industrial.

O Brasil corre o risco de US $ 53 bilhões na maior revisão industrial orientada pelo estado desde a era do declínio dos anos 70. (Reprodução da Internet fotográfica)

O plano prioriza a substituição de importação em farmacêuticos, tecnologia de defesa e máquinas agrícolas, enquanto apoia projetos de hidrogênio verde e 5G de infraestrutura.

Revival industrial do Brasil

As regras de compras públicas agora favorecem os produtores domésticos, e as empresas que acessam subsídios enfrentam análises anuais de desempenho sobre eficiência energética e metas de P&D.

Os críticos observam paralelos com políticas fracassadas anteriores, como o crescimento orientado à dívida da década de 1970 que deixou o Brasil dependente de empréstimos estrangeiros e mercados de artigos de luxo.

Os economistas destacam os riscos: os desembolsos dos BNDEs agora são iguais a 1,1% do PIB, abaixo dos 3% durante o boom de crédito de 2009-2014, mas ainda lixam os limites fiscais.

Os 2033 objetivos do programa exigem crescimento industrial anual sustentado de 4% – um desafio, dada a taxa de desemprego de 6,6% do Brasil e 40% da força de trabalho informal.

Enquanto o governo elogia 2,1 milhões de novos empregos em potencial, os analistas alertam que iniciativas semelhantes nos anos 2000 alcançaram mudanças estruturais limitadas, apesar dos investimentos de US $ 60 bilhões.

A produção industrial do Brasil permanece 18% abaixo do pico dos anos 80, com a manufatura contribuindo com apenas 11% para o PIB. O sucesso do plano depende de evitar armadilhas anteriores: interferência política na alocação de crédito, competitividade inadequada de exportação e excesso de confiança nos mercados domésticos protegidos.

À medida que as tensões comerciais globais aumentam, os testes de aposta estatal do Brasil se testam se os subsídios direcionados e as regras de conteúdo local podem superar as forças do mercado na reconstrução do músculo industrial.