O governo da Colômbia confirmou em 18 de março de 2025, que o ministro das Finanças, Diego Guevara, renunciou após três meses, desencadeando um forte aumento no prêmio de risco do país.
A troca inadimplente de crédito de cinco anos (CDS), uma medida-chave de confiança dos investidores na capacidade de reembolso da dívida de um país, saltou 24 pontos base para 225, atingindo seu nível mais alto desde novembro de 2024.
Enquanto isso, os colegas regionais viram seus CDs aumentarem apenas 9 pontos, expondo a vulnerabilidade econômica única da Colômbia. A partida de Guevara, após confrontos com o presidente Gustavo Petro sobre cortes no orçamento, marca a 13ª saída ministerial nesta administração.
Nomeado em dezembro de 2024, depois que um escândalo de corrupção derrubou seu antecessor, Guevara pressionou a restrição fiscal em meio a um déficit de 6,8% no PIB em 2024. Sua saída abalou os mercados, enfraquecendo o peso em 1,7% e aumentando a troca de cinco anos de subida de 17 pontos a 8,60%, sinalizando mais caro.
O CDS reflete temores de inadimplência, um hedge que os investidores usam para proteger contra riscos da dívida. A onda de 24 pontos da Colômbia diminuiu a média da América Latina, sugerindo problemas fiscais mais profundos.
Os ambiciosos planos sociais e ambientais da Petro, incluindo uma transição de combustível fóssil de US $ 40 bilhões, agora enfrenta ceticismo. A mão constante de Guevara partiu e as preocupações com a dívida pública continuam a permanecer.
A Colômbia enfrenta encruzilhadas econômicas em meio à mudança de liderança
Os mercados reagiram rapidamente, com os títulos soberanos caindo e o peso deslizando contra o dólar. Os analistas observam que a demissão de Guevara amplia a incerteza, especialmente depois que uma reforma tributária rejeitada deixou uma lacuna orçamentária de US $ 2,86 bilhões para 2025.
Seu sucessor, alemão Avila, entra em um holofote tenso, encarregado de acalmar investidores e gerenciar uma economia frágil. Os desafios da Colômbia se estendem além desse momento, enraizados em anos de tensão fiscal e fluxo político.
Perdendo sua classificação de grau de investimento em 2021, o país agora corre o risco de rebaixar ainda mais se a confiança se desgastar. Os investidores observam de perto, sabendo que os níveis mais altos de CDs podem sufocar o financiamento da agenda verde da Petro e aumentar os déficits.
A história por trás dessas figuras revela uma nação em uma encruzilhada. A saída de Guevara ressalta a tensão entre disciplina fiscal e reformas ousadas. Enquanto Avila se encarrega, a Colômbia deve firmar seu curso para evitar uma turbulência econômica mais profunda, com os mercados globais mantendo um olhar cauteloso em cada movimento.