O mercado de ações brasileiro caiu em 4 de abril de 2025, enquanto os medos econômicos globais sacudiam os investidores. O índice de Ibovespa caiu 2,96%, fechando em 127.000 pontos, marcando um de seus mais acentuados neste ano.
O outono seguiu o anúncio do presidente dos EUA, Donald Trump, de novas tarifas, que aumentaram as preocupações sobre uma recessão global e desencadeou vendas em mercados em todo o mundo.
Os preços do petróleo tiveram um papel central na turbulência do dia. Brent Crude caiu 6% depois que a OPEP+ anunciou planos para aumentar a produção a partir de maio. Esse declínio acentuado atingiu o setor energético do Brasil particularmente difícil.
A Petrobras registrou perdas significativas, com suas ações preferidas e ordinárias caindo, enquanto empresas menores de petróleo como Brava Energia e PetroreConcavo também sofreram declínios de dois dígitos. A Brava Energia liderou as perdas na Ibovespa, com ações caindo 12,92%.
O setor de construção, que havia reunido o dia anterior, reverteu seus ganhos à medida que as incertezas macroeconômicas montaram.
Os analistas descreveram isso como uma correção e não como uma questão estrutural, mas o sentimento mais amplo do mercado permaneceu cauteloso. Os estoques industriais também lutaram, com o Grupo Vamos caindo quase 10%.
Recessão global teme martelo no mercado de ações brasileiras
O cenário global aumentou a pressão sobre as ações brasileiras. Os mercados dos EUA sofreram declínios acentuados, com índices pesados em tecnologia, como a Nasdaq, sofrendo perdas significativas devido a preocupações com inflação e tensões comerciais.
Os mercados europeus seguiram o exemplo, com grandes índices como a publicação do FTSE e DAX em meio a temores de estagnação econômica. Os mercados asiáticos mostraram resultados mistos; Os estoques chineses caíram sob pressões relacionadas ao comércio, enquanto as ações japonesas exibiam estabilidade relativa.
A turbulência do mercado de petróleo desencadeia mergulho histórico em estoques de energia brasileira
Apesar da crise mais ampla do mercado, alguns setores mostraram resiliência. As ações de varejo como Atacadão superaram, ganhando mais de 10%, pois os investidores buscavam peças defensivas em meio à incerteza.
Os fundos de investimento imobiliário (FIIs) também demonstraram estabilidade, refletindo seu apelo como ativos mais seguros durante períodos voláteis. O índice IFIX para FIIs subiu 6,3% no primeiro trimestre de 2025, impulsionado por condições tributárias favoráveis e sinais de fim com os aumentos nas taxas de juros do Brasil.
Os indicadores técnicos pintaram uma imagem desafiadora para a Ibovespa. O índice quebrou abaixo dos principais níveis de suporte em 130.000 pontos, sinalizando o momento de baixa.
O índice de força relativa sugeriu condições de superfície de sobre vendas, mas ofereceu pouca esperança imediata de recuperação. Os analistas observaram que os fatores globais provavelmente determinariam os movimentos de curto prazo nas ações brasileiras.
Os volumes de mercado aumentaram à medida que os investidores reagiram aos desenvolvimentos do dia, com vendas pesadas concentradas em ações ligadas a commodities. Fundos negociados em bolsa mostraram fluxos mistos; Os ETFs focados no setor imobiliário ganharam tração, enquanto os fundos de criptomoeda viram saídas.
Os analistas pediram cautela à medida que as tensões comerciais globais e os medos de recessão dominaram as manchetes. Eles enfatizaram o monitoramento dos preços do petróleo e as relações EUA-China nas próximas semanas.
Os investidores apoiados para a volatilidade contínua, à medida que a incerteza apareceu em relação aos mercados globais e as perspectivas econômicas do Brasil permaneceram ligadas a choques externos.